Médium consciente, inconsciente ou supraconsciente?

Existem diferentes formas de mediunidade, e cada uma traz sua beleza, no entanto a Umbanda se centra bastante na mediunidade de incorporação, e mesmo neste tipo de mediunidade existem subdivisões. Alguns médiuns são conscientes, outros inconscientes e supraconscientes.
O médium inconsciente perde o controle de suas faculdades e deixa para que o guia controle desde os movimentos musculares, a fala, assim como o conteúdo da mensagem que o guia está falando ao consulente.

O médium consciente mantém controle sobre sua consciência e é capaz de perceber aquilo que o guia está falando, percebe que mudam seus modos de falar e agir, mas percebe que o conteúdo da mensagem que está falando vem de uma consciência fora da sua própria.
Muitas pessoas tem como objetivo ideal chegar a ser um médium inconsciente, por achar que está em maior contato com os guias espirituais. E existem até casos em que o médium é semi consciente e mente até pra si mesmo que é inconsciente.

No entanto fontes do plano espiritual não faltam para dizer que médiuns inconscientes são cada vez mais raros, pois cada vez mais os médiuns devem se burilar e trabalhar em sua reforma íntima para receber os guias espirituais.

A maioria de nós médiuns, ao trabalhar nas giras de atendimento, atinge um estado alterado de consciência que não pode ser explicado apenas como consciente/inconsciente.

Este estado se chama supraconsciente.

Neste estado, o médium continua sendo plenamente capaz de controlar seu corpo e  seu equilíbrio, e não se sente “levado” a lugar algum durante as consultas. O médium continua ali, acordado e consciente, no entanto seus sentidos encontram-se expandidos: sua visão percebe novos elementos, seu olfato é expandido, e sua consciência expandida.

Neste estado, o animismo do médium está em harmonia com o trabalho de caridade que o guia veio fazer, e por isso deixa de ser algo a ser combatido.

E como se entrelaçam o médium e o guia pelos laços dos pontos de força do médium, e possível ter a certeza que as mensagens passadas pelos médiuns provêem de uma inteligência externa, que são os guias espirituais.

Então, não é necessário que os médiuns fiquem perseguindo o estado de incorporação inconsciente, como se esse fosse o único estado verdadeiro de mediunidade. Isso vale principalmente para os médiuns em desenvolvimento, que muitas vezes exigem de seus corpos sensações que simplesmente são impossíveis de alcançar.

 

Comentários

comentários

Cleber Quichimbí

Cleber Quichimbí

Cleber 38 anos, filho de Oxalá... Idealista e emotivo. Metódico. Estudioso. Qualquer brinquedo é motivo para ser montado e desmontado. Este é seu maior desafio na vida: entender como as coisas funcionam nos mínimos detalhes.

Você pode gostar...