Cores dos guias na umbanda

Continuando a falar sobre as cores na umbanda, este texto fala sobre as cores dos guias.

Assim como os orixás estão em harmonia entre si e podem vibrar muitas cores, os guias também tem diferentes cores de suas vibrações.

Isso dá uma liberdade muito grande às cores que cada guia pode pedir para suas velas e fios-de-contas. Um guia também pode pedir uma determinada vela como forma de firmar uma energia que você está precisando. Nada impede um caboclo de pedir uma vela dourada para prosperidade ou de um erê pedir uma vela branca e preta para cura.

O mais comum é o guia trabalhar com as cores do orixá que o rege diretamente ou indiretamente, pois todo caboclo traz em si o axé de Oxóssi, mesmo sendo um caboclo de Ogum, por exemplo. Um baiano de Obaluaê pode pedir vela branca e preta, e um baiano de Ogum, pedir uma vela vermelha.

De forma geral, o melhor é sempre deixar o guia se expressar, só ele vai saber qual fundamento está por trás de cada cor que escolher. E como a umbanda é um caminho em constante evolução, novas cores e associações podem surgir.

Aqui estão as cores mais comuns para os guias de umbanda:

Caboclo, velas verdes representando a mata.

Cigano, vela dourada, como o próprio ouro.

Boiadeiro, vela marrom como a terra do sertão.

Erê, vela rosa e azul clara, como as roupas dos bebês.

Marinheiro, vela azul clara como a água limpa do mar ou do rio.

Preto-velho, vela branca e preta, simbolizando a fé e a cura, o começo (branco) e o fim dos ciclos (preto).

Exu e exu-mirim, vela preta e vermelha. Pombogira também pode usar essa vela, ou vela toda vermelha.

 

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Cleber Quichimbí

Cleber Quichimbí

Cleber 38 anos, filho de Oxalá... Idealista e emotivo. Metódico. Estudioso. Qualquer brinquedo é motivo para ser montado e desmontado. Este é seu maior desafio na vida: entender como as coisas funcionam nos mínimos detalhes.

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